O coronel Muammar Kadhafi está "disposto" a aceitar o plano de paz da União Africana para acabar com a crise líbia, revelou nesta segunda-feira o presidente sul-africano, Jacob Zuma, após uma breve visita à Líbia.
Kadhafi "está disposto a aplicar o plano de paz da União Africana (UA)", começando por um cessar-fogo que deve envolver, segundo ele, "todas as partes", incluindo os bombardeios da Otan, disse Zuma às TVs líbia e sul-africana.
Zuma revelou ter mantido "uma discussão detalhada" com Kadhafi, que lhe pediu uma "oportunidade para que os líbios resolvam entre si" o caminho da solução da crise, desatada em fevereiro passado.
O plano de paz da UA prevê um cessar-fogo e a instauração de um período de transição até a realização de eleições democráticas.
Pouco antes, em declaração à TV sul-africana, Zuma estimou que os ataques aéreos da Otan minam a mediação africana atual em busca da paz na Líbia.
A aviação da Otan realizou na noite desta segunda mais uma série de ataques contra Trípoli e o subúrbio de Tajura, além de bombardear Al Jafra, 600 km ao sul da capital, segundo a TV estatal líbia.
Do centro de Trípoli, alvo de intensos ataques da Otan há semanas, o jornalista da AFP ouviu o ruído dos aviões e as explosões, por volta da meia-noite local.